Sant´ Ana do Livramento

24 de Janeiro de 2018

Um dia em meio às cinzas

Reportagem do Jornal A Plateia foi ao local destruído pelo fogo no Cerro do Batuva

No último dia 07 de janeiro um incêndio consumiu parte da vegetação do Cerro do Batuva, iniciando na Pedreira e atingindo parte da vegetação local. As chamas puderam ser vista de longe e assustaram moradores e a comunidade santanense. Pelas lentes do fotógrafo Fabian Ribeiro foi possível ter uma dimensão das chamas e no dia seguinte, com as imagens áreas do fotojornalista Marcelo Pinto ficou evidente as proporções do incêndio que ainda perdurou, embora pequeno, por mais dois dias.
Ainda não se sabe a causa que tenha dado origem ao fogo, mas as suspeitas são de que o forte calor e o vento seco tenham colaborado para propagar as chamas que começaram com um descuido, segundo declaração das autoridades naquela semana.
O Cerro do Batuva é bastante conhecido por abrigar as várias atividades de lazer por parte da comunidade que desfruta a bela vista da cidade e do lago, as trilhas ecológicas e esportes radicais. Outros grupos como os escoteiros e grupos de Orientação também usufruem do lugar para suas atividades.
A reportagem do jornal A Plateia foi até o local onde ocorreu a queimada, na manhã dessa sexta, e encontrou uma cena de destruição onde a fauna e flora do local foi consumida quase por inteira, restando poucos locais com a vegetação ainda intacta. É possível ver de longe o que restou da mata que havia, transformando o que era um verde vivo em um triste preto sombrio.
Em conversa com Rafael Kohanoski, diretor administrativo do grupo de escoteiros Duque de Caxias ele falou um pouco sobre o sentimento de tristeza pela perda da vegetação que ali havia e da contaminação das águas dos afluentes que existiam no meio da mata.
“Além da poluição dessa água com fuligem e cinzas, a vegetação nativa que nós utilizávamos para extrusão a fim de mostrar para os jovens a utilização medicinal de plantas, raízes que poderiam ser utilizadas para a formação de cabanas e cordas, tudo foi perdido com o incêndio”, disse ele.
Rafael ainda complementa dizendo: “o grupo pretende mostrar o ocorrido como exemplo para o cuidado com a natureza, mostrando o quão mal o homem pode fazer a ela.”
O grupo utilizava o espaço verde, raro no ambiente urbano para fazer trilhas ecológicas, mutirões de limpeza e extrusões técnicas para aprender táticas de sobrevivência.
O Jornal A Plateia tentou contato com o Departamento de Meio Ambiente DEMA, mas não foi possível.
Em entrevista ao jornal, algumas pessoas lamentaram e falaram sobre o ocorrido.
“Acho que o lago Batuva já foi bem mais valorizado no passado do que em relação a hoje em dia, numa cidade com poucas opções de lazer ele se torna um bom lugar pra descansar e ter um contato com a natureza. Na tentativa de encontrar um escape, o Batuva era um bom cenário para realizar trilhas e descobrir paisagens, fico triste em saber que foi alvo de devastação e chocada com o fato de a população ainda ser tão despreocupada com os patrimônios da cidade no geral”, disse a jovem estudante, Juliana Santos.
Ainda nessa sexta (12) um novo foco de incêndio foi registrado na Vila Santos. O fogo destruiu parte da cerca que separa as propriedades locais. Depois da chegada do Corpo de Bombeiros as chamas foram controladas.


Por: Administrador - 13/01/2018 às 0:00

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